Para comemorar o Dia do Fotógrafo conversamos com o experiente Adriano Cardozo

Hoje, dia 8 de janeiro, é comemorado o Dia do Fotógrafo. E não dá para falar desses profissionais sem pensar em sua importância no registro de casamentos, não é mesmo? Os fotógrafos precisam estar presentes em todos os momentos da cerimônia, mas, ao mesmo tempo, precisam estar quase invisíveis. O objetivo? Registrar todos os momentos. Dos mais óbvios aos que somente alguém com um olhar mais sensível enxerga.

Adriano Cardozo é fotógrafo há quase oito anos e, há pouco menos de sete, dedica-se a arte — e responsabilidade — de fotografar casamentos. “Comecei fazendo fotos corporativas para uma agência de marketing onde trabalhava. Gostei tanto que a fotografia acabou provando ser uma daquelas ‘cachaças boas’, como as pessoas falam, né? Fui me aprofundando nesse universo e nunca mais parei”, comenta.

Com um estilo que ele define como criativo, Adriano se dedica até hoje a fazer cursos e comprar os melhores equipamentos. Tudo para conseguir os melhores registros. “Tudo em fotografia é muito caro. Então desde o começo sempre busquei reinvestir o que ganhava”, comenta o fotógrafo, que conta um caso curioso: “Certa vez simplesmente faltou luz na igreja. Se não fosse pela minha experiência e pelos bons equipamentos que tinha em mãos, dificilmente teria conseguido fazer qualquer foto naquele dia. O que poderia até ser uma desculpa. Mas tanto os noivos quanto os convidados disseram várias vezes que salvei o casamento”, comenta orgulhoso.

O trabalho do fotógrafo

Adriano, que trabalha sozinho nos casamentos que fotografa, conta que o contato com os noivos começa bem antes do dia do casamento. “Fotografar o casamento é só a pontinha do iceberg. Procuro manter contato com os noivos mensalmente. Tanto que não aceito pagamento a vista pois não quero que a pessoa pague hoje para a gente voltar a ter contato apenas um ano depois. Até lá já vou ter esquecido de quem se trata! O parcelamento obriga os noivos a falarem comigo todo mês”, ri. “Mas é lógico que temos encontros presenciais também. Geralmente encontro com os noivos uma ou duas vezes antes do casamento, até mesmo para a gente alinhar expectativas. Quero saber o que eles esperam de mim como fotógrafo, como desejam ser retratados, como pensam a festa. Fora isso, sempre acontecem os contatos via Whatsapp”, diz.

É claro que cada fotógrafo tem o seu estilo, bem como Adriano. Mas sempre tem aquilo que precisa ser retratado, ou seja, simplesmente não pode faltar no álbum de casamento. “Minha função como fotógrafo é, acima de tudo, registrar momentos. Eu não fotografo o casamento. Eu fotografo como a pessoa está se sentido ao casar”, diz ele, que complementa: “Acho que esses momentos, do nervosismo, da histeria, da calmaria, tudo isso faz parte do dia. É indescritível. Minha função vai muito além do meu estilo. Eu quero capturar a hora em que a noiva entra, o olhar do noivo olhando para ela pela primeira vez, os grandes momentos da festa… São momentos que não voltam atrás e, como fotógrafo, tenho apenas uma chance de registrar. Se errar já era”, comenta.

A difícil tarefa de escolher o melhor fotógrafo

O número de profissionais no mercado é imenso. A diversidade de valores também. Por isso, a escolha de um fotógrafo para o grande dia é uma das tarefas mais difíceis. Adriano acredita que a identificação do estilo do profissional e da cerimônia é fundamental. “Se o casamento vai seguir uma linha mais romântica, por exemplo, é importante que o casal escolha um profissional que tenha esse mesmo estilo”, diz ele, que também acredita que, infelizmente, há uma banalização da fotografia. “Algumas pessoas só valorizam o trabalho do fotógrafo quando acontece um problema. Por isso é muito importante analisar o estilo e não o preço”.

Ainda de acordo com a análise de Adriano, alguns casais investem muito dinheiro em coisas mais banais enquanto tentam economizar na contratação do fotógrafo. “Em casamento sempre tem como gastar menos, sem dúvidas. Mas o problema das pessoas hoje não é dinheiro, e sim prioridades. As pessoas preferem contratar foto cabine ou comprar chinelinho do que investir no que realmente importa. Não adianta gastar um dinheirão em um vestido ou na festa dos sonhos se não tiver ninguém a altura para fotografar”, ele comenta e ainda avalia: “Quanto mais caro é seu casamento, mais você deve investir em fotografia para não correr o risco de pôr tudo a perder. Afinal, é como eu sempre digo: um bom fotógrafo pode levantar um casamento ruim. Mas um fotógrafo ruim pode acabar com um casamento incrível”, finaliza.